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Archive for novembro \18\UTC 2010

TORNE SEU O QUE LEU, OUVIU OU VIU

Celebro a participação numa comunidade de fé, porque ela que nos lembra quem é Deus e nos ajuda a aprender quem é Ele.

Podemos criticar a comunidade, mas não a idéia de comunidade, que é de Deus, como nos ensina o apóstolo Paulo:

“Deus colocou todas as coisas debaixo de seu pés [isto é: dos pés de Jesus Cristo] e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” Efésios 1.22-23.

As dificuldades são as pessoas, como se fosse possível viver com pessoas mas sem as pessoas, em comunidade mas sem comunidade. As pessoas são, por vezes, um convite à nossa auto-suficiência, como se pudéssemos  experimentar a fé apenas no silêncio.

Nossa fé precisa da comunidade de fé. Nossa fé precisa se exercitar. Este exercício se realiza com o uso dos dons que o Espírito Santo nos concedeu. Dom sem uso não é dom. Sem dom a fé não cresce. Sem comunidade o dom não se desenvolve. Igreja é envolvimento. Para que o conheçamos, Deus nos reúne numa igreja. Ali ele nos fala através da adoração, seja no cântico ou na leitura e exposição da Sua Palavra.

Toda palavra humana deve ser ouvida criticamente. Leitura crítica é leitura consciente, conferindo o que se escuta com a Palavra divina.

Um bom recurso é anotar o que se ouve. Anote. Faça perguntas. Discuta. Pegue o que ouviu e torne seu.

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POR QUE RESISTIMOS À TERNURA?

Nada como uma disputa, seja no campo das idéias, mesmo as religiosas, seja no território das preferências, para vermos em ação a aspereza de cada um de nós.

Sim, nós podemos (não devemos, mas podemos) tratar os outros com uma incrível dureza, na presença ou na ausência deles. Nossa indelicadeza adquire proporções que nos desconcertam a nós mesmos. Nossa dureza se manifesta quando desclassificamos os que são diferentes de nós.

Nossa aspereza ganha corpo quando desferimos comentários negativos, geralmente desnecessários, contra pessoas, até mesmo contra algumas que nunca nos fizeram mal.

No entanto, nós somos capazes de gestos de ternura. Temos algumas razões para sermos amargos, mas tem muito mais razões para sermos ternos.

Por que resistimos tanto?

Israel Belo de Azevedo

 

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UM MUNDO A CONSTRUIR

Ser sábio é ser criativo.

Quando foi repreender Davi por seu pecado, Natã não chegou com o dedo em riste. Ele cotou uma história e o rei mesmo se condenou. O profeta fez diferente.

Quando escreveu seu Evangelho, é provável que João conhecesse Mateus, Marcos e Lucas. Que fez ele? Contou a mesma história, com a nova perspectiva. Os três começam suas histórias em Nazaré.  João põe o palco primeiro no céu, como um poema. Ele fez diferente.

Sempre podemos fazer diferente (não pelo prazer da diferença) para fazermos melhor. Não temos que usar o mesmo tipo (ou marca) de roupa. Não temos que ler os mesmos livros. Não temos que ver os mesmos filmes. Não temos que ir aos mesmos restaurantes. Não temos que fazer do mesmo como sempre fizemos.

A verdadeira vida é sempre é uma obra de arte. Por que Jesus ensinou por parábolas? Por que o autor de Apocalipse enfrentou o império romano com o recurso da imaginação?

É pela criatividade que construímos um novo mundo.

Viva. Crie.

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QUANDO O AMOR DE DEUS SE APERFEIÇOA

Viver como se a vida tivesse (e tem!) sentido é uma decisão. A vida tem macrossentido e microssentido, embora muitos pensem que o sentido dela seja apenas duas vezes micro: comer e beber, já que nascer e morrer não são gestos que escolhamos.

A partir do macro é que se escreve o micro, não o contrário. O macro é o sentido. Na perspectiva da Bíblia, o projeto de vida de um cristão é viver para a glória de Deus.

E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. 1 João 2.5

Vive para a glória de Deus quem anda como Jesus andou. Quando andamos como Jesus andou, o amor de Deus se aperfeiçoa em nós.

Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 1 João 2.8

Quando Jesus andou por aqui, Deus desceu do céu. Quando amamos, o amor de Deus desce à terra. Quando andamos como Jesus andou, as trevas se dissipam.

Quando andamos como Jesus, à nossa volta se forma um arco de luz. Vamos andando e as trevas vão desaparecendo. Nossa presença na noite vai anunciando a manhã.

Quem anda como Jesus andou é um facho de luz, como um farol em que se pode mirar.

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