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Archive for outubro \29\UTC 2010

QUANDO O SANGUE FERVE

Primeira cena: o estacionamento está cheio. Com muita dificuldade, você encontra uma vaga e assesta o carro para entrar. Eis que, de repente, surge outro veículo e toma

a sua vaga. O sangue ferve.

Segunda cena: você para o carro, comprado com muita dificuldade, em frente a um prédio, de cara para o porteiro. Quando volta, seu carro está risco, com sulcos

profundos. Interpela o porteiro, que nada viu. O sangue ferve.

Terceira cena: você está numa reunião, em que todos concordam. Quando você discorda, é desclassificado, acusado de traidor. O sangue ferve.

Quarta cena: você escreve algo e lê um comentário, acusando-o de ter pensado o que não pensou. O sangue ferve.

Para todas as cenas, a recomendação de Jesus é a mesma: dê a outra face. Não risque o carro do espertinho que lhe tomou a vaga. Não humilhe o porteiro que não viu o

que certamente viu. Não desclassifique aquele que o desclassificou com tanta ira.

Deixe o Espírito Santo controlar o seu temperamento.

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus Mt  5:9

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FORA DA ONDA

A onda existe.

Há a onda do que é bonito.

Há a onda do que é bom.

Há a onda do que é correto.
O que fazemos com a onda, que nos força a pensar de certo modo, gostar de certas coisas, aprovar determinadas atitudes?

Uns gostam da onda, procuram saber qual é a onda e buscam cavalgar na sua crista. Numa loja de tintas, por exemplo,

ouvi um consumidor perguntar pela cor que estava vendendo mais, pois seria a que iria comprar. Os vendedores,

farejando este tipo de consumidor, sempre recomendam os produtos que atendam às tendências da onda.

Outros seguem a onda, mas não sabem porque. Como só conhecem a onda, para eles só existe a onda.

Há também aqueles que tentam fugir da onda.

Por melhor que seja, a onda é péssima, porque não é algo que sai de dentro de nós, mas vem de fora. É sempre uma imposição.

O salmo 1 diz que feliz é quem não vai na onda. Pois:

não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores!

Porque sua satisfação é outra.

Os donos da onda nos impõem que filme ver, que livro ler, que pensamento ter, que atitude desenvolver, que alimento comer, que líquido beber, que palavra dizer, a que moda ceder, mas nenhum de nós precisa estar na onda para ser feliz.

Há vida fora da onda.

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Desespero

Há momentos na vida que tudo parece conspirar contra nós.

Ao mesmo tempo, sofremos um revés no trabalho, recebemos o diagnóstico de uma doença, perdemos alguma pessoa querida e um vizinho nos escolhe para nos atazanar.

Então, dizemos que o mundo parece estar desabando sobre nós. Pode ser.

Mas pode ser também que a nossa sensibilidade aumente a partir de um primeiro acontecimento desagradável.

Antes, uma pergunta: quem nos garante que uma coisa recebida como ruim seja mesmo ruim? Com a experiência de vida, aprendemos, por exemplo, que um desemprego

pode também ser uma avenida para um novo e melhor começo.

Até uma doença pode ser um tempo para uma reflexão mais profunda sobre os rumos que nossa vida tem tomado. Há acontecimentos que nós provocamos, embora não nos lembremos. Há acontecimentos que surgem sem que nada tenhamos feito em seu favor. Há acontecimentos que simplesmente acontecem. Não podemos mudá-los, mas podemos mudar a nossa atitude diante deles.

Acontecimentos desagradáveis esticam a corda da esperança até o seu limite.

E é essa corda que nos leva a concordar com o apóstolo Paulo:

Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo ( Filipenses 1.6)

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A CAVERNA NÃO PODE SER A NOSSA CASA

Todas as história de Jesus, em forma de parábolas, se cruzam em cheio com as nossas vidas.

Vejamos a chamada parábolas das minas (Bíblia — Lucas 19.11-27).

Lendo a narrativa, chamou-me a atenção a atitude dos empregados.

Os dois que fizeram suas minas dobrar entenderam a missão das suas vidas: fazer com que o dinheiro a eles confiado rendesse. A aplicação imediata é que quando temos um sentido de missão, nossa vida flui e alcançamos vitórias além de nossas expectativas.

O que guardou o dinheiro debaixo do colchão foi reprovado por algumas razões.

Primeiro, ele não entendeu a missão que recebera. Talvez nem tivesse prestado atenção quando foi informado do que deveria fazer. Há muita gente que não sabe o que quer da vida porque não presta atenção ao que o Senhor Deus lhe diz. Vivem a esmo, embora Deus lhes tenha dado uma direção.

Segundo, faltou-lhe coragem; sobrou-lhe medo. Diante de um patrão duro, refugiou-se na caverna do medo. Faltou-lhe ousadia. Toda vez que deixamos o medo nos dominar, ficamos paralisados. Devemos ser com os dois que ganharam mais dinheiro, não com o terceiro que perdeu dinheiro.

Por: Israel Belo de Azevedo

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DUVIDAR É PRECISO

Li sobre algumas pessoas, atuando no mundo dos negócios, que tomam decisões que se mostram desastrosas. Analisando o comportamento, um especialista fez o seguinte comentário: “Há pessoas que se enganam, mas raramente têm dúvidas”.

Tradução: há pessoas que se enganam porque não duvidam. Sim, há pessoas que sempre têm certezas, porque nunca duvidam de suas próprias certezas.

Geralmente avaliamos negativamente a atitude de Tomé, o discípulo de Jesus que duvidou que o seu Mestre tinha ressuscitado e pediu provas.

Em nosso juízo, nós nos esquecemos de perceber que, diante das evidências, Tomé deixou de ter dúvidas e afirmou que Jesus Cristo era seu Senhor e Deus.

Ouvimos, lemos ou mesmo vemos algo e, antes que o conteúdo se torne uma certeza, precisamos, como Tomé, duvidar, isto é, devemos submeter a afirmativa à peneira das evidências. Temos a imensa facilidade de ir na onda, seguindo a trilha já pisada, sobretudo quando a onda reforça os nossos preconceitos.

Também como Tomé, devemos ter a coragem de mudar, quando as evidências nos convenceram de que estávamos errados.
Os humildes erram. Ou melhor: todos erram, mas só os sábios humildemente reconhecem que erraram.

Por: Israel Belo de Azevedo

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VIVER SEGUNDO AS REGRAS

Viver é viver segundo as regras.

Há a regra do tempo para nascer. Quem nasce antes, por exemplo, é prematuro.

Há as regras dos horários para o trabalho, para o estudo, para o lazer, para o convívio.

Quem não cumpre esses horários é anti social e acabará convivendo inocuamente apenas consigo mesmo.

Há a regra da palavra, que determina que há o momento de ouvir e há o momento de se exprimir.

Há as regras que contribuem para a harmonia da vida em família, na vizinhança, na igreja, entre outros espaços de nossas convivências.

Há a regra que, na política, para se obter votos, é preciso mentir. Ou não se eleger.

Há as regras que especificam que os restaurantes têm que jogar fora a comida que sobrou sem ser servida.

Há regras boas. Há regras ruins. Há regras.

Jesus Cristo seguiu as regras, mas nem todas.

Ele disse:

“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir” Mateus 5.17

No entanto, Ele trabalhava no sábado, o que era proibido pelas regras, quando o amor ao próximo lhe impunha esta desobediência.

Sim, Jesus veio cumprir a Lei de Deus e o ensino dos profetas de Deus, não as leis que os homens criaram para benefício próprio, mesmo que

para a desgraça do outro. Se queremos andar como Jesus andou, rebelemo-nos, não contra aquelas regras que fazem vibrar as cordas de

nossas sonoras conveniências, mas contra aquelas que oprimem as pessoas, seja na religião ou na política. Que nossa rebeldia tenha uma causa pela

qual valha a pena viver e morrer; jamais uma expressão de egoísmo.

 

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O RARO PRAZER EM FALAR BEM

Nós falamos bem dos outros. Nós falamos mal dos outros.

Mas neste campo, não há empate. Falar mal ganha a eleição com ampla margem.

Infelizmente. Por alguma razão, tiramos prazer disto. Temos prazer em ver no outro apenas defeitos.

Temos prazer em expor o outro ao ridículo. E eis-me aqui tendo prazer em falar mal dos que têm prazer em falar

mal dos outros. Então prazerosamente me lembro de alguns (homens e mulheres) que simplesmente não falam mal dos outros. Eles põem em prática o ensino bíblico:

“Quem não tem juízo ridiculariza o seu próximo, mas o que tem entendimento refreia a língua”. (Provérbios 11.12)

Seu prazer não é falar mal; é falar bem. Louvadas sejam estas pessoas, espécies raras da humanidade. Elas nos fazem muito bem.

Não é bom ter amigos que bendizem os outros?

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